Três pilares avaliados: posicionamento orgânico, tráfego pago e atendimento comercial. O que já funciona, o que trava a agenda e o que fazer primeiro.
Conteúdo consistente, autoridade construída e reputação impecável no Google. Faltam ajustes finos de conversão.
Verba relevante em Meta Ads sem estratégia sólida — e ausência total no Google Ads, onde está a demanda pronta.
Teste de cliente oculto não pôde ser concluído: a equipe simplesmente parou de responder.
É o pilar mais bem avaliado e o principal diferencial competitivo do Dr. Anderson hoje. Há método por trás do conteúdo: frequência, qualidade de edição, clareza técnica e uma linha editorial coerente com a especialidade em mamas.
A reputação já está construída. O que falta não é confiança — é volume de prova social e completude do perfil, que são exatamente os fatores que pesam na hora em que o Google decide quem mostrar primeiro na busca local.
No link da bio, o botão de agendamento leva para um formulário. Isso insere uma etapa de fricção justamente no clique de maior intenção. O caminho ideal é direto para o WhatsApp da clínica, com mensagem pré-preenchida — menos abandono e contato imediato.
Faltam fotos, publicações, descrição do negócio e perguntas frequentes. Um perfil completo aparece mais, converte mais e responde dúvidas antes do primeiro contato. Hoje o perfil está no mínimo viável.
A quantidade de visualizações dos reels está abaixo do potencial do perfil, considerando a qualidade do material produzido. Há conteúdo bom sendo subaproveitado em alcance — o que abre uma oportunidade barata de amplificação via mídia.
A nota do Dr. Anderson é impecável, mas o volume é o menor da amostra. Em busca local, quantidade de avaliações funciona como critério de desempate — e é aqui que os concorrentes abrem vantagem.
| Perfil | Nota | Avaliações | Volume relativo |
|---|---|---|---|
| Dr. Anderson Damásio | 5,0 | 38 | |
| Dr. Bruno Alcuri | 4,9 | 40 | |
| Dr. Thiago Eberhard | 5,0 | 45 | |
| Dr. Juan Visser | 5,0 | 105 | |
| Dr. João Lucas Rocha | 5,0 | 112 | |
| Dr. Silvio Mesquita | 5,0 | 149 | |
| CPlástica | 4,9 | 199 | |
| Dra. Telma Ritter | 5,0 | 451 |
Levantamento manual de perfis do Google de cirurgiões plásticos e clínicas em Brasília, na data deste diagnóstico.
Existe investimento, existe volume de entrega — mas não existe estratégia. E o erro mais caro não está no que foi feito: está no que não foi feito.
Tive acesso aos relatórios da conta e montei uma análise detalhada dos últimos 7 meses de veiculação, nos níveis de campanha, conjunto e anúncio. O material completo, com todos os números, está publicado no dashboard abaixo.
R$ 6.000/mês estão sendo gastos sem uma estratégia sólida. A conta não tem hierarquia de objetivos, pulveriza verba em anúncios que nunca saem do zero e concentra uma fatia relevante do orçamento em métricas que não se convertem em consulta. O resultado é previsível: entrega alta, resultados insatisfatórios.
A clínica não anuncia no Google Ads. Enquanto o Meta interrompe alguém que não estava pensando no assunto, o Google atende quem já está pesquisando “cirurgia mamária em Brasília”. É demanda existente, lead mais qualificado e paciente em momento de decisão — e hoje esse clique está sendo entregue inteiro para o concorrente.
Não é hipótese. Basta buscar pelos procedimentos na praça de Brasília para ver quem está no topo:
Os dois primeiros perfis da lista estão marcados como “Patrocinado”: Clínica Mulher Estética (4,9) e Dr. Adriano Borges (4,8). Ambos aparecem acima do Dr. Anderson — que tem nota 5,0 — simplesmente porque estão investindo em mídia.
Não é uma disputa de reputação: é uma disputa de presença. Enquanto o Google Ads estiver zerado, a melhor reputação da praça continuará invisível no exato momento em que a paciente decide.
Captura de tela da busca por “cirurgia mamaria brasilia” no Google Maps, em Brasília/DF.
Realizei um teste de cliente oculto, entrando em contato como uma paciente interessada viria do site. O resultado foi decepcionante — e, mais grave, não foi possível concluir a avaliação, porque a equipe parou de responder no meio da conversa.
Pesquisas de mercado indicam que 78% das vendas online ficam com quem responde primeiro ao lead (Lead Connect / InsideSales.com). O estudo clássico da Harvard Business Review — “The Short Life of Online Sales Leads” (Oldroyd, McElheran & Elkington, 2011) — aponta na mesma direção: quem responde em até 1 hora tem até 7x mais chance de qualificar o lead. Aqui, a primeira resposta levou 13 horas e 20 minutos — e as perguntas seguintes nunca foram respondidas.
Esse pilar é o multiplicador de tudo. Com o atendimento nesse estado:
Por isso é a correção nº 1 do plano.
O plano segue os mesmos três pilares do diagnóstico. A sequência de execução, porém, é invertida: primeiro se fecha o vazamento, depois se abre a torneira.
1º Atendimento comercial (o gargalo — corrigir antes de aumentar demanda) · 2º Google Ads (captar demanda existente) · 3º Reestruturação do Meta Ads · 4º Ajustes finos do orgânico.
Sugestão de divisão da verba mensal:
Fechar o vazamento (IA de atendimento + treinamento + recuperação de leads) → captar a demanda pronta (Google Ads na LP de mamas) → reorganizar a verba do Meta (20/60/20 com criativos próprios de anúncio) → reforçar o ativo que já funciona (Google completo, mais avaliações, bio sem atrito).
Nessa ordem, cada etapa aumenta o retorno da seguinte. Na ordem inversa, só aumenta o custo por paciente.